terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Elizabeth Báthory: A Condessa Sanguinária

Elizabeth Bathory (Erzsebet Báthory, do original), foi uma condessa húngara da renomada família Bathory e também uma das mulheres mais perversas e sanguinárias que a humanidade já conheceu. Ela entrou para a história por uma suposta série de crimes hediondos e cruéis que teria cometido, vinculados com sua obsessão pela beleza. Os relatos sobre ela ultrapassam a fronteira da lenda e a rotulam através dos tempos como a terrível Condessa de Sangue.

Nascida no dia 7 de Agosto 1560, filha de pais de famílias aristocráticas da Hungria, Elizabeth cresceu numa época em que as forças turcas conquistaram a maior parte do território húngaro, assistindo aos violentos conflitos territoriais (entre turcos e austríacos) e religiosos (católicos e protestantes). Vários autores consideram esse o grande motivo de todo o seu sadismo, já que conviveu com todo o tipo de atrocidades quando criança, vendo inclusive suas irmãs sendo violentadas e mortas por soldados em um ataque ao seu castelo. Foi criada na propriedade de sua família em Ecsed, na Transilvânia. Quando criança, sofreu convulsões seguidas de mudanças repentinas de humor e ataques de raiva. Teve uma ótima educação, inclusive sendo excepcional pela sua inteligência. Falava fluentemente húngaro, latim, grego e alemão. Embora capaz de cometer todo tipo de atrocidade, ela tinha pleno controle de suas faculdades mentais.

Bela e vaidosa, Elizabeth ficou noiva do conde Ferenc Nádasdy aos onze anos de idade, passando a viver, no castelo Cachtice, em Sárvár. Em 1574, ela engravidou de um camponês quando tinha apenas 14 anos. Quando sua condição se tornou visível, escondeu-se até a chegada do bebê. O casamento ocorreu em maio de 1575. O conde Nadasdy era militar e, frequentemente, ficava fora de casa por longos períodos. Nesse meio tempo, Elizabeth assumia os deveres de cuidar dos assuntos do castelo da família Nadasdy. Foi a partir daí que suas tendências sádicas começaram a revelar-se, com a tortura de um grande número de seus escravos, principalmente mulheres jovens - Especula-se que sua predileção por garotas tenha raízes em sua própria adolescência, época em que convivia com uma tia bissexual.

Quando adulta, Elizabeth tornou-se uma das mais belas aristocratas. Quem em sua presença se encontrava, não podia imaginar que por trás daquela atraente mulher, havia  uma psicopata com um mórbido prazer em ver o sofrimento alheio. Num período em que o comportamento cruel e arbitrário dos que mantinham o poder para com os criados era algo comum, o nível de crueldade de Elizabeth era notório. Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava todas as desculpas para infligir castigos, deleitando-se na tortura e na morte de suas vítimas. Espetava agulhas em vários pontos sensíveis do corpo das suas vítimas, como, por exemplo, sob as unhas. No inverno, executava suas vítimas fazendo-as se despir e andar pela neve, despejando água gelada nelas até morrerem congeladas. O marido de Báthory juntava-se a ela nesse tipo de comportamento sádico e até lhe ensinou algumas modalidades de punição: o despimento de uma mulher e o cobrimento do corpo com mel, deixando-o à mercê de insetos.

Em 1604 seu marido morreu e ela se mudou para Viena. Desse ponto em diante, conta a história que seus atos tornaram-se cada vez mais pavorosos e depravados. Em um acesso de raiva teria chegado a abrir a mandíbula de uma serva até que os cantos de sua boca se rasgassem. A fama de vampira surgiu, num primeiro momento, do seu hábito de morder e dilacerar a carne de suas criadas. Mas Elizabeth foi ainda mais longe. Há relatos de que numa certa ocasião, uma de suas criadas puxou seu cabelo acidentalmente aos escová-los. Tomada por uma ira incontrolável, Bathory a espancou até a morte. Dessa forma, quando o sangue espirrou em seu rosto, se encantou em vê-lo clarear sua pele depois de seco. Daí vem a lenda de que a condessa se banhava em sangue em busca da beleza eterna.

Nos anos que se seguiram à morte do marido, a companheira de Elizabeth no crime foi uma mulher de nome Anna Darvulia (suposta amante), de quem pouco se sabe a respeito. Quando Darvulia adoeceu, Elizabeth se voltou para Erzsi Majorova, viúva de um fazendeiro local. Majorova parece ter sido responsável pelo declínio mental final de Elizabeth, ao encorajá-la a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre suas vítimas, das quais bebia o sangue. Em virtude de estar tendo dificuldade para arregimentar mais jovens como servas à medida que os rumores sobre suas atividades se espalhavam pelas redondezas, Elizabeth seguiu os conselhos de Majorova. Em 1609, ela matou uma jovem nobre e encobriu o fato dizendo que fora suicídio. 

Os criados que escaparam da tortura da condessa, foram cúmplices dela. Entre os cúmplices posteriormente julgados com a condessa, estavam a babá de seus 4 filhos (Anna, Ursula, Katherina e Paul), o servo aleijado Ficzko, outra serva chamada Dorka e uma camponeza que muitos acreditavam ser bruxa.

No início do verão de 1610, tiveram início as primeiras investigações sobre os crimes de Elizabeth Báthory. Todavia, o verdadeiro objetivo das investigações não era conseguir uma condenação, mas sim confiscar-lhe os bens por motivos de dívidas de seu finado marido.

Elizabeth teria sido flagrada em seu estranho banho pelo seu primo, o conde Thurzo e, descoberta, foi presa no dia 26 de dezembro de 1610. O julgamento teve início alguns dias depois, conduzido pelo conde Thurzo. Uma semana após a primeira sessão, foi realizada uma segunda. Nesta, foi apresentada como prova uma agenda encontrada nos aposentos de Erzsébet, a qual continha os nomes de 647 vítimas, todos registrados com a sua própria letra.

Seus cúmplices foram condenados à morte. Elizabeth foi condenada à prisão perpétua, em solitária. Foi encarcerada em um aposento do castelo de Čachtice, sem portas ou janelas. A única comunicação com o exterior era uma pequena abertura para a passagem de ar e alimentos. A condessa permaneceu lá os seus três últimos anos de vida, tendo falecido em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras dos Báthory, em Ecsed.

No julgamento de Isabel, não foram apresentadas provas sobre as torturas e mortes, baseando-se toda a acusação no relato de testemunhas. Após sua morte, os registros de seus julgamentos foram lacrados, porque a revelação de suas atividades constituiriam um escândalo para a comunidade húngara reinante. O rei húngaro Matias II proibiu que se mencionasse seu nome nos círculos sociais.

Cinema

Em 2008, foi filmado "Bathory", sendo este uma produção da República Tcheca. O filme romantiza a história da condessa, assim como lança algumas possíveis explicações para as lendas que surgiram sobre ela. Em 2009, outro filme sobre Elizabeth é lançado, trata-se de uma produção alemã intitulada "The Countess" (A Condessa). Sobre este último, segue o trailer abaixo:



17 comentários:

  1. O mal as vezes se esconde por trás de lindos rostos. Por isso meninas tenha um namorado feio.
    Qualquer coisa me adicionem no facebook :)

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  2. Nooooossa... q gay!!! Monte Olimpo, onde os deuses gregos se pegam!!!
    Isso eh nome de boate gay!!!

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  3. Uaal, adorei a historia!! Muito bem escrito.. Se tiver mais posts como estes eu voltarei com certeza!! Ja estou seguindo o blog.. Bjkas

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  4. Acho que ela perdeu o titulo de killer quando eles abriram os arquivos.

    Ela foi falsamente acusada e serviu para fins politicos

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  5. Ótimo texto, mas como o anônimo disse ela foi acusada injustamente.

    A banda Bathory (clara homenagem) tem uma música sobre ela: Woman of Dark Desires.

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  6. Eu pessoalmente amo história, seja qual ela for.

    E esta é uma das minhas preferidas, não pelo sadismo e sim até aonde foi Elizabeth pela beleza.

    Adorei o blog e já estou seguindo! Irei vir mais vezes. (^.^)

    E lógico hora de propaganda...

    Gente você que não consegue mais perder peso... Brincadeira! =P (Sou mais uma vitíma da Polishop)

    Contos e Lendas o blog que irá desvendar o mito por trás das lendas, venha nos seguir neta viajem épica onde o oculto e as lendas se encontram.

    http://contos-e-lendas.blogspot.com/

    Nesta semana os deuses do Olímpo!

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  7. Essa historia é o maximo.

    Eu adoro ela e esse blog tbem!!!

    Bom trabalho Gabriel...gordinho!

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  8. Uauu Gabriel, muito bom teu blog, achei super interessante e mara.... Essa história e tdo mais... E tua criativadade em relação ao blog é mutio boa, apesar de vc ter apenas 14 anos, tem muito assunto pra contar... gostei muito e continuare visitando, e certamente indicando para q meus amigos vejam..

    Beijosss...

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  9. adorei esse blog! principalmente essa postagem,., voltarei mais vezes aqui .;D

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  10. Oi Gabriel!
    Bom, teoricamente o quarto filme de X-Men já saiu, é o First Class,que conta a história da "fundação" do Instituto Xavier, bem como a amizade de Xavier com Magneto.

    Sobre o filme sobre Erzebet Báthory, confesso para você que imaginei que ele seria mais sanguinolento, com base nas lendas vampíricas. Mas gostei de terem retratado a história dela como certamente aconteceu.

    Gostei do seu artigo, resumiu bem a história da Condessa. Claro que ali houve muita jogada política para incriminá-la mas ela também não era totalmente inocente das acusações.

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  11. E tem gente que ainda acha ruim meu gosto por beber meu sangue... faz bem! eu gosto mesmo ^^'

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  12. assustador ! apenas.

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  13. Fala sério,eu já vi essa ***** da Batory em filme de terror,mas eu a odeio,se tivessemos que comparar ela com um assassino sanguinário provavelmente seria Jason Vorhees.
    visitem meu site:

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  14. Murilo De Lima Bathory8 de agosto de 2013 às 17:09

    Meus bisavós vieram da Hungria, já li muitos relatos acusando minha ancestral, mas esse foi pior, vc viu um filme e falou, a Historia não é essa, Elizabeth Bathory morreu em uma torre num castelo onde foi presa, ela se matou, colocou fogo em seu quarto, já que na quela época se usava muito as velas e tochas, ela se matou e com ela foi a unica pintura que fizeram dela, essa pintura não é a imagem dela, e muito usada, mas foi um pintos que dizia ter a conhecido que fez, mas a obra original foi feita por um pintor que ela era amante, vc não contou o outro lado da historia, tem uma segunda verçao, que uma mulher não podia ter mais terra e mais dinheiro que o rei, afinal na quela época as mulheres tinham que ser submissas, ela não tinha problema com dividas, pode pesquisar ela tinha muitas casas dês de seu castelo original onde foi destruído, ate suas casas em Viena, e em vários lugares na Europa, e da segunda verçao que eu falei é que a igreja católica teria forjado tudo, um homem que amava Elizabeth Bathory não aceitou ser rejeitado por ela, ele era um duque e então com ajuda de religiosos mandou matar jovens pra poder ficar com o dinheiro dela, ela tomava balho em folhas de plantas tipicas da Europa que são vermelhas e deixavam a água de seus banho com a cor vermelha, tem vario filmes que mostram o outro lado como condessa de sangue e vários outros, pesquise mais antes de acabar com o nome da minha família, se for pra mostrar mostre os dois lados, e as pessoas escolham oque acreditar.

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  15. Murilo, eu não fiz esse post baseado apenas num filme, mas sim em vários conteúdos que achei na internet. Se esta distorce a realidade do que foi essa mulher a culpa não é minha, mas que bom que tivemos seu ilustre comentário pra mostrar o outro lado da moeda aqui no blog.

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  16. bom dia a todos:
    de fato murilo,assisti o filme,e lhe
    digo todas as historias que trazem
    a palavra supostamente,provavelmente
    sao palavras de duvidas,ao longo desses tempos venho comprovando isso
    pois assim como foi da sua ancestral,
    menciono o caso do nosso tiradentes,
    na verdade quem foi esquartejado nao foi tiradentes foi outra pessoa,joana
    darc foi queimada viva,primeiro foi dada como bruxa,depois viram que haviam errado,e a canonizaram
    como santa,o Brasil nao foi descoberto exatamente por \pedro alvares Cabral,leiam bem sobre esses temas,em varias pesquisas
    que fiz sobre o caso de sua ancestral,foi que supostamente foi
    encontrado um documento em que ela
    teria matado 650 mulheres,o grupo
    iluminatis alteram tudo inclusive
    a historia,por exemplo as torres gemeas nao cairam,elas foram implodidas,e o que voce falou,temos que consultar bem as coisas,a nao ser que seus antepassados tinham tendencias ao
    sadismo,tambem nao sei,pois nao estava la,mas nesta vida tudo e possivel,o que nao vem influir na
    sua vida atual,o ser humano e assim
    ao longo da historia,ele sempre da
    demonstraçao de grandiosidades,e as vezes decai a pequenices,ao investigar bem,ja estou quase descobrindo que houveram duas joana
    darc,uma seria a guerreira que salvou a frança filha dos monarcas
    a outra foi de fato a joana darc,
    camponesa,que teve visoes,tenho que investigar mais,no mais obrigado por descobrir este blog,muito bom.

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  17. muito bom esse post!! tem um filme que também fala da Elisabeth que se chama Stay Alive. QUe é um jogo que tudo que acontece no jogo acontece com quem esta jogando... e esse jogo é no castelo que ela foi aprisionada e morta!! muuuuito legal esse filme também! vale a pena assistir!!

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