terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ilustrações da Mitologia Grega

Devido a minha paixão pelos mitos gregos, aquelas histórias magníficas criadas há milhares de anos e que hoje em dia servem de enredo para filmes, livros e games, saí caçando imagens pela internet que ilustrassem os maiores deuses, heróis e monstros da mitologia grega. Confira:

ZEUS



ZEUS E CRONOS

POSEIDON

ARES



HADES


ATHENA

ÁRTEMIS

HERMES

HÉRCULES




MEDUSA


APOLO

APOLO E DAFNE

AFRODITE e EROS

MINOTAURO

ANDRÔMEDA

ÍCARUS

BELEROFONTE

PÉGASUS (NASCIDO DO SANGUE DA MEDUSA)

Mortal Kombat Rebirth

Há alguns meses atrás, mais especificamente em junho, caiu na internet, um misterioso curta metragem baseado na série de games Mortal Kombat. O curta foi dirigido por Kevin Tancharoen, com a intenção de ser um prólogo para um possível longa que até hoje nunca foi produzido e o caso foi abafado. Mas o certo é que este curta metragem fantástico, está eternizado no you tube e vale sete minutos e meio do seu dia com toda certeza, principalmente se você for um fã de Mortal Kombat como eu.


 Veja o que Tancharoen, falou sobre o vídeo:   
“Eu já estava pensando nisso há tempos. Todo mundo sempre comentava a ideia de recomeçar Mortal Kombat no cinema. Chegou uma hora que eu tinha que fazer… Levou dois meses pra preparar e depois montar, e dois dias para rodar com duas câmeras Red – doadas por um grupo de amigos que acredita na causa. Rodamos no Lacey Street Studios num sábado e domingo e todo mundo se divertiu. Montei sozinho, e os efeitos visuais também foram colaborações de pessoas”, começa Tancharoen. A brincadeira saiu por 7,5 mil dólares.
 
“Sei que há muitos puristas com suas opiniões sobre a mitologia de Mortal Kombat. Mas tenho uma resposta para eles: este é só um prólogo do que o meu longa-metragem será”, adianta-se. Em seguida, Tancharoen diz que o estúdio não sabia do filmete: “Isso foi algo que fiz totalmente por conta própria. Eu adoraria se a Warner Bros. aceitasse fazer essa minha versão. Num longa, o misticismo de Mortal Kombat estaria lá, mas feito com bom gosto, sem ser cafona ou exagerado”.
MUITO FODA!!!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Kratos Invade Mortal Kombat 9 (Vídeo)


É isso mesmo! A Sony permitiu que Kratos participe exclusivamente na versão PS3 de Mortal Kombat, que estará no mercado em Março de 2011. Kratos não fará parte da história do jogo, mas será possível jogar com o Deus da Guerra no modo Arcade.

O violento personagem terá o seu próprio cenário, baseado na Grécia antiga, movimentos especiais e é claro que terá os seus próprios fatalities, que são golpes finais incrivelmente violentos. Uma das assinaturas de marca desta série.

Não acredita? Então veja o vídeo:



Dúvidas de que será o jogo mais violento e sanguinário da história?

Para ver os fatalities de Kratos e todos os outros, clique aqui!

sábado, 16 de outubro de 2010

Perseu e a Medusa


Acrísio, rei de Argos, era pai de Dânae, uma linda moça, mas estava desapontado por não ter um filho. Quando consultou o oráculo sobre a ausência de um herdeiro homem, ele recebeu a informação que nunca geraria um filho, mas no futuro teria um neto, e ele seria a causa de sua morte.

Acrísio tomou medidas extremas para fugir deste destino e isolou Dânae no topo de uma torre de bronze para que ela nunca tivesse contato com nenhum homem e, assim, nunca tivesse um filho. Mas um dia, Zeus, do alto do Monte Olimpo, a avistou e se encantou com a sua beleza. Ele se transmutou em uma chuva de ouro e assim conseguiu penetrar por entre as grossas barras da janela da torre. Dânae, então, deu à luz a Perseu, mas Acrísio ainda tinha esperanças de evitar o destino.

Mandou construir uma arca de madeira, colocou Dânae e seu filho dentro e lançou-os ao mar.
Durante dias e dias os coitados flutuam à deriva, mas Zeus enviou ventos favoráveis, que sopraram mãe e filho pelo mar e os levaram suavemente à costa. A arca parou na ilha de Sérifo. Um honesto pescador chamado Dictis percebe a curiosa embarcação. Ele liberta Dânae e o filho e os leva até o rei da ilha, Polidectes, que resolve proteger os exilados.

Os anos passaram e Perseu transformou-se num rapaz forte e corajoso, que atrapalhava os planos do rei Polidectes de se casar a força com Dânae. O rei da ilha, para ficar livre do filho de sua amada, ordena-lhe que traga ao palácio a cabeça da górgona Medusa.



A medusa era um monstro terrível, sua cabeleira era formada por várias serpentes embaraçadas, seus dentes compridos e pele escamosa davam-lhe um aspecto assustador. Mas além disso, há uma coisa bem pior: o olhar de Medusa transforma em pedra todos que têm a audácia ou a imprudência de olhá-la.

Mas Medusa nem sempre foi assim tão horrenda, pelo contrário, ela era uma linda sacerdotisa da deusa virgem da sabedoria Atena. Ela era tão linda que até mesmo o deus do mar Poseidon a cobiçava. Um dia ela cedeu às investidas do deus e deitou-se com ele no templo de Atena. A deusa ficou tão furiosa com aquele insulto que castigou Medusa, transformando-a numa aberração, para que nunca mais atraísse homem algum.

Atena, a pior inimga de Medusa, resolve ajudar Perseu em sua aventura e lhe dá uma espada e um escudo tão bem polido, que tal qual num espelho, podia se ver o reflexo ao olhar para ele. Hades emprestou seu capacete que torna invisível quem o usa, e Hermes deu a ele suas sandálias aladas e mostrou a Perseu o caminho até as Gréias, que eram as únicas que sabiam como chegar até Medusa - afinal, eram irmãs dela.

As Gréias eram três velhas irmãs que pediram aos deuses a vida eterna mas esqueceram de pedir juventude eterna, portanto envelheciam sem morrer. Decrépitas, tinham somente um olho e um dente que elas compartilhavam entre si. Invisível, Perseu conseguiu se apoderar do olho e dente delas, recusando-se a devolvê-los até que elas mostrassem o caminho que lhe permitiria chegar até Medusa. As Gréias fazem qualquer coisa para obterem o olho e o dente de volta, e contam tudo a Perseu. O herói, então, parte para o ocidente, onde vive a temível górgona.

Perseu encontra uma paisagem macabra e desolada. Nenhum pássaro canta, nenhum ser vivo se move naquele deserto semeado de estátuas de todos os infeliz já petrificados por Medusa. Caminhando com prudência, Perseu aproxima-se da górgona. Procurando não olhar diretamente para ela, o rapaz fixa os olhos no escudo de Atena e guia-se pelo reflexo da criatura. Em poucos instantes, chega bem perto da górgona, em cuja a cabeça as serpentes agitam-se e silvam. Com um único golpe de espada, Perseu decapita a Medusa, agarra-lhe a cabeça sem olhá-la e foge com ela metida numa sacola de pano. Do pescoço cortado de Medusa, nascem Crisaor, o guerreiro da espada de ouro, e Pégaso, o cavalo alado. Eles eram fruto do relacionamento de Medusa com Poseidon. Em algumas versões, Perseu foge voando com suas sandálias aladas mesmo, mas em outra, ele vai embora montado em Pégaso.




No caminho de volta, ao sobrevoar a Etiópia, Perseu avistou lá embaixo, uma bela donzela presa numa rocha à beira mar. Era Andrômeda. Sua mãe era uma mulher egocêntrica que ousou se vangloriar de que sua filha era mais bonita do que as filhas do deus Nereu, as Nereidas, que eram ninfas de extraordinária beleza. Ofendidas pela arrogância da rainha, elas pediram a Poseidon que punisse a rainha e seu reino. O deus do mar enviou o monstro marinho Cetus para devastar todo o reino,  e isto só poderia ser evitado se fosse oferecida em sacrifício a filha da presunçosa rainha, Andrômeda, entregando-a para ser devorada pelo terrível monstro.

A princesa, então, teve de ser acorrentada a beira mar para esperar o seu terrível destino. Perseu apresenta-se ao rei Cefeu, pai de Andrômeda, e propõe salvar sua filha, sob a condição de depois casar-se com ela e levá-la para Sérifo. Cefeu, sem escolha, concorda. Então, Perseu, montado em Pégaso, voa até chegar perto da cabeça do monstro gigante, então ele tira a cabeça da Medusa da sacola e mostra ao monstro, que pedrifica-se totalmente. Andrômeda, liberta, se joga nos braços de seu belo salvador.

Como Andrômeda insiste, o rei manda preparar a festa de casamento. Todos se divertiam, até que a festa foi interrompida por dezenas de homens armados. Eram Fineu e seus capangas, ele era um pretendente de Andrômeda, e agora quer assassinar Perseu. Com muita coragem, Perseu começa a lutar e liquida muitos adversários. Mas, quando se vê perdido diante de tantos inimigos, percebe que a derrota é certa, então ele fecha os olhos e tira de dentro da sacola a cabeça da Medusa. Num instante, o exército inteiro transforma-se em pedra. Perseu e Andrômeda, montados em Pégaso, voltam voando para Sérifo.

Ao chegar em casa, Perseu vê uma desordem. Polidectes e seus seguidores vão atrás de Dânae para violentá-la. Perseu convoca seus amigos para lutarem com ele, mas o rei e seus fiéis eram em muito maior número. Quando a batalha parecia perdida, o herói lembra do que ocorrera com Fineu e seus capangas quando fixaram os olhos no olhar petrificante da Medusa e diz: "Aqueles que forem meus amigos, que fechem os olhos". Os que acreditaram então fecham seus olhos e Perseu ergue a cabeça da górgona e todos que estavam contra ele (e inclusive alguns amigos descrentes) são petrificados.

O herói deixa com Dictis o trono de Sefiro e volta com Dânae e Andrômeda para Argos. Lá, Perseu resolve participar dos jogos atléticos que estão sendo realizados. No lançamento de disco, ele arremessa com muita força esse pesado objeto de metal. então, seja pela mudança do vento, seja pela vontade dos deuses, o disco desvia-se de seu rumo e atinge um espectador: Acrísio, o avô de Perseu. Cumpriu-se então a previsão do oráculo da qual um dia o velho tentara tanto se livrar.

domingo, 10 de outubro de 2010

Vilões de Dragon Ball Z em desenhos super realistas

O artista Energize transformou os vilões do desenho Dragon Ball Z em personagens realistas, fazendo parecer que sairam de um filme de terror. O resultado ficou incrível, vale a pena conferir essas ilustrações.



quinta-feira, 7 de outubro de 2010

John Wayne Gacy, o "Palhaço Assassino"

Nascido em Chicago no dia 17 de março de 1942, John Wayne Gacy teve uma infância meio traumática: era espancado sem grandes motivos e chamado de "bichinha" pelo pai alcoólatra, que também batia em sua mãe. John era o único filho homem, tendo duas irmãs.

Aos 11 anos, John Wayne Gacy foi atingido na cabeça por um balanço, o que lhe causou um traumatismo craniano. Nos cinco anos seguintes, periodicamente sofria escurecimentos da visão. Foi descoberto um coágulo em seu cérebro, que foi removido cirurgicamente, e houve a redução do problema. Mas ele continuou fraco de saúde, o que fez com que se afastasse de atividades mais masculinas, como esportes violetos.

Apesar de todos os problemas, Wayne formou-se na faculdade de Administração, casou-se e administrava muito bem um pequeno restaurante com sua esposa. Até que acabou sendo acusado de ter abusado sexualmente de um jovem empregado. John Wayne Gacy contratou um adolescente assassino para espancar uma testemunha da promotoria, e mais acusações pesaram sobre ele, assim só piorou a sua situação e pegou dez anos de prisão, mas foi solto em dois anos por bom comportamento. Entretanto, sua esposa o largou neste período. Gacy voltou então para Chicago.

Depois disso John Wayne tornou-se uma cidadão exemplar, trabalhando com a política local e se fantasiando de palhaço em festa infantis, ficando muito querido pelas crianças da cidade, o tipo de pessoa que dificilmente cometeria algum crime...


Foi então que começou a matar, perto de fazer 30 anos, em 1972. Muitas vezes atacava conhecidos, mas em outras ocasiões abordava pessoas na rua, às vezes de uma forma convidativa, outras mais intimidativo. suas vítimas eram todos homens – adolescentes ou jovens adultos. Os rapazes recebiam propostas de emprego, iam até a casa de Gacy, eram embebedados, amarrados numa cadeira e sexualmente violentados. Sodomizava-os, torturava-os e depois os matava, geralmente sufocados ou estrangulados. Jogava os corpos no porão de sua casa, sob um alçapão oculto.

John Wayne foi pego em 1978. Sua empresa prestou um serviço de reforma a uma loja, e nesta loja Gacy convidou um jovem a trabalhar em sua firma. O jovem, quando foi encontrar Gacy à noite, disse a amigos o que estava indo fazer. Quando se notou o seu sumiço, a polícia foi à casa de Gacy e sentiu o odor pútrido da morte. Entretanto, não foram encontrados corpos, mas: sedativos, algemas, livros sobre homossexualismo, instrumentos para “jogos” sexuais, uma pistola, um pênis de borracha, maconha, além de objetos que aparentavam não pertencer a Gacy.


A polícia começou a periciar as evidências e instituiu vigilância sobre ele. Descobriu-se então sobre o seu passado (a condenação em outro estado) e que vários empregados seus, que geralmente eram menores, haviam desaparecido. Acabaram, então, voltando à sua casa, que ainda tinha aquele cheiro horrível. "É só um entupimento nos canos de esgoto", explicou Gacy, tentando enganar os policias novamente, mas desta vez eles decidiram investigar. No porão, sob o alçapão oculto, foram encontrados os restos de vinte e nove garotos entre nove e vinte e sete anos, com sinais de tortura, violências sexuais e estrangulamento.

Em 1988, Gacy foi condenado a 21 prisões perpétuas e 12 penas de morte. Já preso, John Wayne Gacy tentou culpar “Jack Hanson”, uma suposta segunda personalidade sua. Em um depoimento, desenhou um mapa com a disposição dos corpos – em seguida, aparentou desmaiar. Quando “voltou a si”, disse que foi “Jack” o autor do desenho. 

Enquanto aguardava no Corredor da Morte do Menard Correctional Center de Illinois, Gacy - apelidado pela imprensa de "Palhaço Assassino" - passava o tempo fazendo desenhos infantis, especialmente palhaços.

Uma das pinturas de John Wayne Gacy

Apesar das contradições e negativas, alguns fatos foram descobertos sobre seu modus operandi: sabe-se que gostava de ler passagens bíblicas enquanto enforcava as vítimas; outras vezes, vestia-se de palhaço enquanto as torturava. Enfiava as cuecas dos rapazes em suas bocas para sufocá-los. John Wayne Gacy encaixa-se perfeitamente na fantasia do “Palhaço Assassino”.

Tinha uma rotina obsessiva na cadeia: anotava cada ligação, carta ou visita recebida, e até mesmo o que comeu. Conta-se que, nos 14 anos que esteve preso, passou a abusar de álcool e tentou suicídio.
Pouco antes de morrer, em 1994, de injeção letal, já sedado, pronunciou suas últimas palavras: “Kiss my ass!” (Beije minha bunda!).

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Os piores métodos de tortura utilizados pela Inquisição

"Não permitirás que viva uma feiticeira".
(Êxodo – Cap. XXII – Versículo XVIII)


Idade Média. Tempo de cavaleiros, reis, rainhas, e claro muito sangue, advindos não só das típicas batalhas daquela época, mas também, de alguns métodos de tortura bem bizarros. Isso mesmo, as torturas eram administrada pela Igreja Católica que, criou o Tribunal do Santo Ofício (que parece menos inofensivo se chamado por seu nome mais conhecido: Inquisição), que não por coincidência foi criado na mesma época que o protestantismo começou a assombrar a supremacia dos Católicos, por volta do século XVI. O tribunal, que de santo só tem o nome,  foi criado para perseguir os hereges, aqueles que contrariavam os dogmas da igreja, como os mentirosos, adúlteros, os acusados de "bruxaria" ou simplesmente aqueles que apareciam com uma explicação científica para substituir a explicação religiosa tradicional imposta pela igreja. Um exemplo de um famoso herege foi Galileu Galilei que, para não ser morto, teve de voltar atrás nas suas descobertas sobre a questão da translação da Terra, porque suas teorias iam de encontro ao pensamento (errôneo) imposto pela Igreja de que a terra era o centro do universo.

Durante a atuação da Santa Inquisição em toda a Idade Média, a tortura era um recurso utilizado também para extrair confissões dos acusados de pequenos delitos, até crimes mais graves. Diversos métodos de tortura foram desenvolvidos ao longo dos anos. Os métodos de tortura mais agressivos eram reservados àqueles que provavelmente seriam condenados à morte. 

Além de aparelhos mais sofisticados e de alto custo, utilizava-se também instrumentos simples como tesouras, alicates, garras metálicas que destroçavam seios e mutilavam órgãos genitais, chicotes, instrumentos de carpintaria adaptados, ou apenas barras de ferro aquecidas. Há ainda, instrumentos usados para simples imobilização da vítima. No caso específico da Santa Inquisição, os acusados eram, geralmente, torturados até que admitissem ligações com Satã e práticas obscenas. Se um acusado denunciasse outras pessoas, poderia ter uma execução menos cruel. 

Os inquisidores utilizavam-se de diversos recursos para extrair confissões ou "comprovar" que o acusado era feiticeiro. Segundo registros, as vítimas mulheres eram totalmente depiladas pelos torturadores que procuravam um suposto sinal de Satã, que podia ser uma verruga, uma mancha na pele, mamilos excessivamente enrugados (neste caso, os mamilos representariam a prova de que a bruxa "amamentava" os demônios) etc. Mas este sinal poderia ser invisível aos olhos dos torturadores. Neste caso, o "sinal" seria uma parte insensível do corpo, ou uma parte que se ferida, não verteria sangue. Assim, os torturadores espetavam todo o corpo da vítima usando pregos e lâminas, à procura do suposto sinal. 

No Liber Sententiarum Inquisitionis (Livro das Sentenças da Inquisição) o padre dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331) descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro. Dentre os descritos na obra e utilizados comumente, encontra-se tortura física através de aparelhos, como a Virgem de Ferro e a Roda do Despedaçamento; através de humilhação pública, como as Máscaras do Escárnio, além de torturas psicológicas como obrigar a vítima a ingerir urina e excrementos. 

De uma forma geral, as execuções eram realizadas em praças públicas e tornava-se um evento onde nobres e plebeus deliciavam-se com a súplica das torturas e, conseqüentemente, a execução das vítimas. Atualmente, há dispostos em diversos museus do mundo, ferramentas e aparelhos utilizados para a tortura. Neste post, vocês verão alguns desses métodos de tortura, que lembram até o filme Jogos Mortais!

Roda do Despedaçamento


Uma roda onde o acusado é amarrado na parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam depositadas a brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo, o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas eram substituídas por agulhas metálicas. Este método foi utilizado entre 1100 e 1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha.

Dama de Ferro


A Dama de Ferro (Iron Maiden) é uma espécie de sarcófago com espinhos metálicos na face interna das portas. Estes espinhos não atingiam os órgãos vitais da vítima, com a intenção de atrasar a morte e prolongar o sofrimento da vítima, que feria-se gravemente. Geralmente as regiões furadas eram os olhos, braços, pernas, barriga, peito e nádegas. Mesmo sendo um método de tortura, era comum que as vítimas fossem deixadas lá por vários dias, até que morressem. A primeira referência confiável de uma execução com a Dama de Ferro, data de 14 de Agosto de 1515. A vítima era um falsificador de moedas.

Curiosidade: Foi dai que saiu o nome da banda de Heavy Metal "Iron Maiden", que tem muitas letras de suas musicas baseadas em filmes de terror.

Berço de Judas


Esse instrumento de tortura consistia unicamente por um assento em forma de pirâmide e bastante pontiagudo sustentado por hastes. A vítima, geralmente nua, era presa por cordas e colocada "sentada" sobre a ponta da pirâmide. O peso do corpo pressionava e feria o ânus (no caso dos homossexuais) ou a vagina (no caso das adúlteras). Se a pessoa demorasse a morrer, poderiam ser amarrados pesos nas suas pernas, para dar uma acelerada no processo. Mas se quisessem o efeito contrário, a vítima sofria sozinha lá durante dias até morrer. Sem falar que nunca lavavam o aparelho, o que produzia infecções.

Garfo


Haste metálica com duas pontas em cada extremidade semelhantes a um garfo. Presa por uma tira de couro ao pescoço da vítima, o garfo pressiona e perfura a região abaixo do maxilar e acima do tórax, impedindo a pessoa de abrir a boca para falar. Este instrumento era usado como penitência para os mentirosos, principalmente.

Arranca Seios


Este é um instrumento usado primordialmente em mulheres, geralmente acusadas de abortos ou de adulterarem. Seu uso era simples, e consistia em esquentar o aparelho numa fogueira, prende-lo no seio exposto da vítima, e depois arranca-lo vagarosa ou lentamente, dependendo do que o inquisidor queria causar. Logo depois se deixava a mulher sangrando para que pudesse morrer de hemorragia, ou que fosse levada a loucura pela dor.

Esmagador de Cabeças


Como um capacete, a parte superior deste mecanismo pressiona, através de uma rosca girada pelo executor, a cabeça da vítima, de encontro a uma base na qual encaixa-se o maxilar. Primeiro os dentes eram destruídos. Então, os olhos são espremidos das órbitas, algumas versões tinham recipientes especiais para pegá-los. Apesar de ser um instrumento de tortura, há registros de vítimas fatais que tiveram os crânios, literalmente, esmagados por este processo. Neste caso, o maxilar, por ser menos resistente, é destruído primeiro; logo após, o crânio rompe-se deixando fluir a massa cerebral.

Serra


A imagem já explica toda a diabrura desse instrumento, mas tem um adendo: o fato da vítima ser virada de cabeça pra baixo tem uma explicação científica. Com o sangue descendo todo para o cérebro, a vítima não desmaiava enquanto sofria de dores extremas, como é normal no corpo humano. Ao invés disso, ela só morria quando a serra chegava no abdômen, quando os serradores paravam, e esperavam que a pessoa terminasse sua agonia, o que poderia durar horas. Seu uso era muito incentivado pelo fato de serras serem baratas e facilmente encontradas em muitos cantos.

Pêra


Instrumento metálico em formato semelhante à fruta. Dependendo do crime, a “pêra” era inserida em uma parte diferente do corpo do criminoso e expandia-se gradativamente. As mulheres geralmente tinham a tortura realizada através da vagina, os homossexuais através do ânus e os mentirosos e blasfemadores através da boca.

Cadeira da Bruxa


Para retirar confissões de bruxaria, torturadores sentavam mulheres nuas nestas cadeiras que tinham os descansos dos braços e das costas revestidos de espinhos de ferro. Além do próprio peso do corpo, cintos de couro pressionavam a vítima contra os pregos intensificando o sofrimento. Em outras versões, a cadeira possuía uma bandeja na parte inferior, onde se depositava brasas. Assim, além da perfuração pelos pregos, a vítima também sofria com queimaduras provocadas pelo calor das brasas. Algumas vezes as sessões de tortura duravam mais de 24 horas e nenhuma confissão era feita. O que provava a bruxaria da mulher, que era punida com a morte.

The Rack


Um "clássico da tortura", o Rack pode ter tido origem no mito grego do bandido Procrustos. Segundo a lenda ele tinha uma cama de ferro na qual ele convidava os estrangeiros a se deitar, se eles fossem menores do que a cama, Procrustos esticava-os até que coubessem exatamente.E é assim mesmo que funciona o Rack. Os pulsos e tornozelos da vítima eram amarrados e puxados em sentidos contrários esticando o torturado até seus ossos se deslocarem, suas peles rasgarem e seus membros deceparem, fazendo com que a pessoa morresse de hemorragia.

O Burro Espanhol


A vítima era colocada nua em uma sela de madeira em forma de V e com pesos  acorrentadas a seus pés, forçando o corpo da vítima para baixo, rasgando-o gradativamente ao meio. 

Patas de Gato


Este instrumento muito parecido com uma pata de gato de garras afiadas e muito longas foi brutalmente utilizado para esfolar a vítima. Por causa da dimensão das garras, músculos e ossos não eram obstáculo nesta bárbara tortura. A pata do gato era naturalmente usada com as vítimas amarradas pelas mãos e pelos pés.

Mesa da Evisceração


O condenado era preso sobre a mesa de modo que mãos e pés ficassem imobilizados. O carrasco, manualmente, produzia um corte sobre o abdômen da vítima. Através desta incisão, era inserido um pequeno gancho, preso a uma corrente no eixo. O gancho (como um anzol) extraía, aos poucos, os órgãos internos da vítima à medida que o carrasco girava o eixo. Esta agonia podia prolongar-se por horas e até dias. Quanto mais tempo demorasse a morte, ou seja, quanto mais o condenado sofresse, maior seria considerada a perícia do verdugo.

Pêndulo


Um dos mecanismos mais simples e comuns na Idade Média. A vítima, com os braços para traz, tinha seus pulsos amarrados (como algemas) por uma corda que se estendia até uma roldana e um eixo. A corda puxada violentamente pelo torturador, através deste eixo, puxava a pessoa do chão, o que deslocava os ombros e provocava diversos ferimentos nas costas e braços do condenado.
Também era comum que o carrasco elevasse a vítima a certa altura e soltasse repentina- mente, interrompendo a queda logo em seguida. Deste modo, o impacto produzido provocava ruptura das articulações e fraturas de ossos. Ainda, para que o suplício fosse intensificado, algumas vezes, amarrava-se pesos às pernas do condenado, provocando ferimentos também nos membros inferiores. O pêndulo era usado como uma "pré-tortura", antes do julgamento.

Crocodile Shears


As Crocodile Shears eram um instrumento de tortura utilizado na Europa medieval e, normalmente reservado para aqueles que tentavam assassinar o rei. As Crocodile Shears eram um par de lâminas que, quando fechadas juntas, formavam um tubo longo e estreito. O interior das lâminas eram generosamente alinhados com  espinhos, como dentes de crocodilo. Depois de ser aquecida em brasa, as Crocodile Shears eram aplicadas no pênis ereto, que uma vez expostos a uma quantidade suficiente de tensão eram arrancados do corpo do prisioneiro, ocasionando, no mínimo, em um sangramento severo.

O Touro de Bronze

Esse instrumento de tortura foi desenvolvido ainda na Grécia Antiga, por tanto é o único do post que não foi utilizado pela Inquisição, mas está aqui pois é um dos mais interessantes. O Touro foi criado por Periollos de Atenas, uma das primeiras pessoas a desenvolver a arte de moldar o bronze. Ele, porém, usou seus conhecimentos para criar um dos mais horripilantes instrumentos de tortura, o qual era constituído por um touro feito de bronze grande o bastante para caber uma pessoa deitada lá dentro. Embaixo do touro havia uma porta para que o condenado fosse introduzido no seu interior e, em seguida, a porta era fechada e um carrasco acendia uma espécie de fogueira por debaixo do touro fazendo com que esse ficasse vermelho de tão quente. O condenado morria assado dentro do instrumento de tortura e Periollos ainda teve o cuidado de abrir orifícios na boca do touro para que quando o condenado gritasse, o som soasse como um touro furioso.